domingo, 24 de junho de 2012

Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil

NARLOCH, Leandro. Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil. SP: Leya. 2011


O nosso passado é curioso e cheio de surpresas. Fatos escandalosos (como o romance da Marquesa de Santos e Dom Pedro I; e também a relação da condessa de Barral com Dom Pedro II), políticos corruptos (que ainda insistem em permanecer atualmente), a ditadura militar (com os corpos dos comunistas ainda não encontrados), entre outras coisinhas mais. E, é nesse cenário polêmico, que se baseia a obra de Leandro Narloch, intitulada de “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil”. Óbvio que fez grande sucesso, e ainda faz, pois busca contar um passado ainda pouco revelado, ou seja, uma história com personagens não-herois, com defeitos e mentiras.
A grande inteligência de Leandro foi pegar as produções, sobre história, dos escritores mais atuais. Hoje, já sabemos que os historiadores tentam analisar os personagens do passado como seres de “carne e osso”, isto é, não mais os glorificam ou mesmo acreditam que todos sempre fazem o bem. Além disso, as pesquisas sobre o passado foi alargada e novos temas surgiram. Um personagem, por exemplo, começa a ganhar mil versões, e que muitas vezes analisam o “lado bom” e o “lado mal” dele.
Os índios e negros não são vistos apenas como bonzinhos no “Guia”. Adquirem imperfeições e fazem coisas erradas. Os comunistas também mataram tanto quanto os militares na época da ditadura militar. Santos Dumont era gay e “mentiroso”: o seu 14 Bis não voava e apenas dava alguns pulinhos. O samba não foi apenas uma invenção dos pobres, que moravam nos nascentes moro do início do século XX, mas também houve uma grande participação das elites. O Império Brasileiro, na regência de Dom Pedro II, era mais democrático do que a República atual. E Aleijadinho poderia ser apenas um personagem literário, ou seja, que nunca existiu e fora fabricado.
São tantas histórias e polêmicas. Pode-se dizer que o autor foi na contramão dos livros didáticos. Os que são considerados heróis tornam-se, no “Guia”, vilões; e os que eram chamados de vilões, tornam-se herois.  
Enfim, ver o passado e perceber que ele é cheio de mazelas e não somente bons personagens. Devemos olhar para a nossa raiz história e ver que ninguém é tão mal ou tão bom quanto parece mostrar. Ou melhor, que todos nós somos corretos e incorretos diante das situações. 

Veja o booktrailer aqui.

Um comentário:

  1. Olá!
    Acho essa série incrível. Porque todos os livros da série desmitificam algo que a sociedade cristalizou como correto. E o que encontramos é exatamente o contrário. Com sarcasmo e muita pesquisa muitos mitos são desconstruídos.
    Achei bem legal o seu posicionamento. Gostei bastante do blog e desejo-te muito sucesso.
    Já estou seguindo o seu blog com o perfil (Cachola Literária) como você me pediu por e mail. Agora, te convido a visitar meu blog literário.

    http://cacholaliteraria.blogspot.com
    Zilda Mara

    Aguardo sua visita.

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