quarta-feira, 27 de junho de 2012

Ganhador do Sorteio do Livro "Água para elefantes"

Capa do Livro "Águas para Elefantes."

O ganhador do sorteio foi.... Marcos, do blog # No mundo dos livros


Parabéns.


Mande um email, com o seu endereço residencial,  para  poltronadeleitura@bol.com.br



 

domingo, 24 de junho de 2012

Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil

NARLOCH, Leandro. Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil. SP: Leya. 2011


O nosso passado é curioso e cheio de surpresas. Fatos escandalosos (como o romance da Marquesa de Santos e Dom Pedro I; e também a relação da condessa de Barral com Dom Pedro II), políticos corruptos (que ainda insistem em permanecer atualmente), a ditadura militar (com os corpos dos comunistas ainda não encontrados), entre outras coisinhas mais. E, é nesse cenário polêmico, que se baseia a obra de Leandro Narloch, intitulada de “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil”. Óbvio que fez grande sucesso, e ainda faz, pois busca contar um passado ainda pouco revelado, ou seja, uma história com personagens não-herois, com defeitos e mentiras.
A grande inteligência de Leandro foi pegar as produções, sobre história, dos escritores mais atuais. Hoje, já sabemos que os historiadores tentam analisar os personagens do passado como seres de “carne e osso”, isto é, não mais os glorificam ou mesmo acreditam que todos sempre fazem o bem. Além disso, as pesquisas sobre o passado foi alargada e novos temas surgiram. Um personagem, por exemplo, começa a ganhar mil versões, e que muitas vezes analisam o “lado bom” e o “lado mal” dele.
Os índios e negros não são vistos apenas como bonzinhos no “Guia”. Adquirem imperfeições e fazem coisas erradas. Os comunistas também mataram tanto quanto os militares na época da ditadura militar. Santos Dumont era gay e “mentiroso”: o seu 14 Bis não voava e apenas dava alguns pulinhos. O samba não foi apenas uma invenção dos pobres, que moravam nos nascentes moro do início do século XX, mas também houve uma grande participação das elites. O Império Brasileiro, na regência de Dom Pedro II, era mais democrático do que a República atual. E Aleijadinho poderia ser apenas um personagem literário, ou seja, que nunca existiu e fora fabricado.
São tantas histórias e polêmicas. Pode-se dizer que o autor foi na contramão dos livros didáticos. Os que são considerados heróis tornam-se, no “Guia”, vilões; e os que eram chamados de vilões, tornam-se herois.  
Enfim, ver o passado e perceber que ele é cheio de mazelas e não somente bons personagens. Devemos olhar para a nossa raiz história e ver que ninguém é tão mal ou tão bom quanto parece mostrar. Ou melhor, que todos nós somos corretos e incorretos diante das situações. 

Veja o booktrailer aqui.

sábado, 23 de junho de 2012

“Guia Politicamente Incorreto da Filosofia”: Comprar ou Não Comprar?



Olhando alguns sites que divulgam a vendagem dos livros, percebe-se que a obra de Luiz Felipe Pondé está em seu auge e vende milhares por semana. Algo que gera bastante curiosidade, pois é um livro de filosofia e, logo, a nossa mente assimila como algo chato, com autores complicados de se entender, e palavras técnicas. Entretanto, talvez o fato da nomenclatura “guia politicamente incorreto” seja o sucesso e o responsável pelo interesse de vários tipos de leitores. Enfim, tem-se que reconhecer o mérito de Pondé em sacudir o mercado de livros com uma obra de filosofia. 
PONDÉ, Luiz Felipe. Guia Politicamente Incorreto da Filosofia. SP: Editora Leya. 2012
O carro-chefe do “Guia” está nas polêmicas – algumas vezes desnecessárias – do autor sobre temas contemporâneos. Algumas ideias chamam a atenção: como o fato que “os mais capazes”, intelectualmente falando, e no qual o autor se inclui (egocentrismo mesmo!), governam o mundo e levam “os menos capazes” (os preguiçosos, com “espírito de laje”, segundo ele) nas costas; o fato de que os homens só casam com as mulheres se forem apenas bonitas, não importando o intelecto, pois os machos só olham para o corpo e o sexo; e, o pior de tudo, que o leitor (do próprio livro dele) não é tão capacitado assim e tem um comportamento correto.
Alguns trechos que devem ser discutidos:
“Por exemplo, coragem produz no mundo ganhos materiais para todo mundo. Preguiça e covardia produzem miséria, mesquinhez, mentira.” (p. 42) – Então, quer dizer que os pobres estão nessa situação porque são preguiçosos? Lembrem-se, às vezes muitas pessoas não tem oportunidade, pois o próprio sistema exclui-as.
Quando você começa a pensar que tribos que não conheciam a roda até ontem, como alguns índios brasileiros e alguns povos africanos, podem ser a nossa esperança, poderá acordar sendo um romântico idiota.” (p. 71) – Os índios não conheciam a roda porque ela não tinha função para eles. Qual o intuito de ter uma roda nas florestas brasileiras?
“Confiar no povo como regulador da democracia é confiar nos bons modos de um leão à mesa. Só mentirosos e ignorantes têm orgasmos políticos com o ‘povo’.” (p. 49) – Quem é o povo? Ora, todos nós somos o povo.
A praga PC (Politicamente Correto) é criticada no “Guia” e é percebida “como uma mistura de covardia, informação falsa e preocupação com a imagem. Combina com uma época frouxa como a nossa” (p. 27). Na verdade, nas entrelinhas, o autor quer dizer que a democracia atual (a guardião da propagação do politicamente correto) é contraditória e “mentirosa”. Grosso modo, pode-se falar que não existe democracia, pois não há igualdade entre os gêneros ou mesmo na sociedade como um todo.
Então o mundo deveria ser governado por uma praga incorreta de condutas de comportamentos sociais? Ser incorreto não é bom, pois, além de prejudicar o próprio individuo também afeta o outro. Deve pregar o correto, não como um dogma ou mesmo de forma arbitrária, mas sim lembrando que fazer o bem é essencial.
Enfim, devo comprar ou não o livro? Sim. O livro deve ser comprado e lido, mas lembrando de que são opiniões do autor e que algumas precisam ser revistas.  Não espere um livro aonde vai se discutir apenas teorias dos filósofos antigos, mas sim assuntos contemporâneos ao autor - que acredita ser um sábio. 


Em tempo: 
Clique Aqui e veja um video, da Uol, com entrevista de Luiz Felipe Pondé falando sobre o porque as mulheres gostam de dinheiro.