segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Resenha “O Colecionador de Lágrimas: Holocausto Nunca Mais”

Devo confessar que fiquei doido para ler esse livro, mesmo desde alguns meses antes do lançamento. Sou fã de Augusto Cury e tenho vários (vários mesmo!) livros dele.  Então, comprei o livro “O Colecionador de lágrimas” pela internet – demorou um pouco para chegar à minha casa.
Comecei a leitura, e tive a primeira surpresa: o autor ia falar sobre os dramas que as pessoas viviam durante o reinado autoritário de Hitler. Pronto! Fiquei feliz! Eu sou formado em História e conheço bem o período da Primeira e Segunda Guerra Mundial. Sabia aquilo como a palma de minha mão. E também conhecia a vida de Adolf Hitler. Augusto Cury se preocupou em fazer referências bibliográficas e assim mostrou que pesquisou vários livros de História.
Esse foi um livro, como ele mesmo diz, histórico-psiquiátrico. Ele vai, além de abordar fatos relacionados à Alemanha de Hitler, tentar compreender a mente desse ditador e o porquê o povo alemão “cedeu” a loucura dele.
 O livro começa apresentando Julio Verne, um professor de história de uma universidade. Ele é muito inteligente. Mora na Inglaterra com a sua esposa Katherine, apelidada de Kate. Paul era o maior inimigo de Júlio, pois, mesmo sendo casado com Lucy, tinha uma queda amorosa por Kate. Ele é invejoso e dizia que Júlio estava louco e que precisava ser internado.
Capa do livro "O Colecionador de Lágrimas", de Augusto Cury.
A vida de Júlio Verne começa a ficar um inferno devido aos pesadelos que vem sofrendo. Ele sempre é levado para a Alemanha nazista. Vivi, nos seus sonhos, os dramas daquela época. Mas isso não é a pior coisa: vários nazistas começam a persegui-lo na realidade, ele também recebe cartas misteriosas, que tinha papel antigo, e datilografado anos antes. Os nazistas começam a aparecer e perseguir Júlio Verne, para depois desaparecer misteriosamente. Ele, é óbvio, pensa que está ficando louco.
Na faculdade, ele começa a debater os seus pesadelos em classe. Gera uma revolução, pois os alunos começam a refletir sobre o passado, e não mais se tornam repetidores de ideias (Essa concepção do autor, nós encontramos em vários livros dele!). Depois de um atentado na faculdade, os reitores, que já estavam insatisfeitos com o professor, decidem dá-lhe um tempo, um afastamento temporário. As reuniões passam a ser na casa de Kate. Mas, mesmo assim, vários atentados ocorrem.
No final do livro, eu descobri que tudo era culpa de uma máquina do tempo.  Aí mistura física quântica, que eu aprendi na escola, com história. Eu devo confessar que gosto do tema, mas que é muito, muito, muito, complicado. É mais ou menos assim: a máquina do tempo viaja na velocidade da luz, e assim, é possível modificar o passado e o futuro.  Tem ai a teoria da relatividade…
Júlio descobre que os nazistas, que tentaram matá-lo no presente, existem porque o Júlio Verne do futuro já tinha entrado na máquina e voltado para o passado. Então, ele começou a mandar cartas e “liberar” os nazistas para o Júlio do presente. Deu para entender?
O plano dos cientistas é o seguinte: o professor deve entrar na máquina do tempo e tentar matar Hitler. Ele não gosta muito da ideia, pois deveria matar o Hitler criança. Depois de dar de ombros, ele resolve acabar com os principais pontos do nazismo – um fato importante (uma base) que podia desestruturar todo o governo nazista.
Júlio entra na máquina, mesmo sabendo de que nunca mais poderia voltar. O romance termina aí, pois é o primeiro volume. Acho que o segundo vai se passar na Alemanha da primeira metade do século XX. Espero por isso…
Enfim, o livro é muito bom. Eu fiquei viciado em ler. Augusto Cury sabe aguçar o leitor até o final do livro. É o autor brasileiro que eu mais gosto – pena que eu não tenho um livro autografado!

E você, qual livro tem?

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Nova Parceria.....

Acabo de fazer uma nova parceria com o Blog Era Uma Vez....

Curtam ai o Blog e sigam. O blog está quentinho e vai ter muitas novidades.....

domingo, 15 de julho de 2012

Parceria com o Blog

Gente! Acabei de fazer três parcerias: com o blog Lendo e vivendo, com o blog # No mundo dos livros... e também com Amiga Leitora.
Fico feliz com as parceiros.

A promoção do livro "Água para elefantes" vai acabar na sexta-feira (20/07). Participem!
Outros sorteios virão...

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Parceria com o Blog “Carpe Diem – Essência Poética”.


Olá!!!! Acabei de fazer uma parceria sensacional com o blog "Essência Poética", da autora Valéria Sales. Gostei muito do blog e tenho a certeza de que todos também irão amar. A autora é de Pernambuco e bacharel em Direito (vocês estão em boas mãos!). O propósito do blog, além de divulgar os melhores livros e contos inéditos, é, nas palavras da própria autora, “expressar meus sentimentos através de palavras porque escrever me liberta,  me faz uma pessoa melhor e dá um pouco de mim para os outros”.
Ah! O blog tem também contos escritos pela própria autora. Gosto muito do “O Conto da Conquista” em que retrata o vai e vem da aventura amorosa de Ivson, um tremendo garanhão, e de Tânia. Eles são colegas de trabalho e, decerto, sentem atração um pelo outro. Em uma balada, eles começam a conversar e… Não vou estragar a surpresa. Acesse o blog e veja.   

Em tempo:
Curtam também a página no Facebook do livro.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Ganhador do Sorteio do Livro "Água para elefantes"

Capa do Livro "Águas para Elefantes."

O ganhador do sorteio foi.... Marcos, do blog # No mundo dos livros


Parabéns.


Mande um email, com o seu endereço residencial,  para  poltronadeleitura@bol.com.br



 

domingo, 24 de junho de 2012

Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil

NARLOCH, Leandro. Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil. SP: Leya. 2011


O nosso passado é curioso e cheio de surpresas. Fatos escandalosos (como o romance da Marquesa de Santos e Dom Pedro I; e também a relação da condessa de Barral com Dom Pedro II), políticos corruptos (que ainda insistem em permanecer atualmente), a ditadura militar (com os corpos dos comunistas ainda não encontrados), entre outras coisinhas mais. E, é nesse cenário polêmico, que se baseia a obra de Leandro Narloch, intitulada de “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil”. Óbvio que fez grande sucesso, e ainda faz, pois busca contar um passado ainda pouco revelado, ou seja, uma história com personagens não-herois, com defeitos e mentiras.
A grande inteligência de Leandro foi pegar as produções, sobre história, dos escritores mais atuais. Hoje, já sabemos que os historiadores tentam analisar os personagens do passado como seres de “carne e osso”, isto é, não mais os glorificam ou mesmo acreditam que todos sempre fazem o bem. Além disso, as pesquisas sobre o passado foi alargada e novos temas surgiram. Um personagem, por exemplo, começa a ganhar mil versões, e que muitas vezes analisam o “lado bom” e o “lado mal” dele.
Os índios e negros não são vistos apenas como bonzinhos no “Guia”. Adquirem imperfeições e fazem coisas erradas. Os comunistas também mataram tanto quanto os militares na época da ditadura militar. Santos Dumont era gay e “mentiroso”: o seu 14 Bis não voava e apenas dava alguns pulinhos. O samba não foi apenas uma invenção dos pobres, que moravam nos nascentes moro do início do século XX, mas também houve uma grande participação das elites. O Império Brasileiro, na regência de Dom Pedro II, era mais democrático do que a República atual. E Aleijadinho poderia ser apenas um personagem literário, ou seja, que nunca existiu e fora fabricado.
São tantas histórias e polêmicas. Pode-se dizer que o autor foi na contramão dos livros didáticos. Os que são considerados heróis tornam-se, no “Guia”, vilões; e os que eram chamados de vilões, tornam-se herois.  
Enfim, ver o passado e perceber que ele é cheio de mazelas e não somente bons personagens. Devemos olhar para a nossa raiz história e ver que ninguém é tão mal ou tão bom quanto parece mostrar. Ou melhor, que todos nós somos corretos e incorretos diante das situações. 

Veja o booktrailer aqui.

sábado, 23 de junho de 2012

“Guia Politicamente Incorreto da Filosofia”: Comprar ou Não Comprar?



Olhando alguns sites que divulgam a vendagem dos livros, percebe-se que a obra de Luiz Felipe Pondé está em seu auge e vende milhares por semana. Algo que gera bastante curiosidade, pois é um livro de filosofia e, logo, a nossa mente assimila como algo chato, com autores complicados de se entender, e palavras técnicas. Entretanto, talvez o fato da nomenclatura “guia politicamente incorreto” seja o sucesso e o responsável pelo interesse de vários tipos de leitores. Enfim, tem-se que reconhecer o mérito de Pondé em sacudir o mercado de livros com uma obra de filosofia. 
PONDÉ, Luiz Felipe. Guia Politicamente Incorreto da Filosofia. SP: Editora Leya. 2012
O carro-chefe do “Guia” está nas polêmicas – algumas vezes desnecessárias – do autor sobre temas contemporâneos. Algumas ideias chamam a atenção: como o fato que “os mais capazes”, intelectualmente falando, e no qual o autor se inclui (egocentrismo mesmo!), governam o mundo e levam “os menos capazes” (os preguiçosos, com “espírito de laje”, segundo ele) nas costas; o fato de que os homens só casam com as mulheres se forem apenas bonitas, não importando o intelecto, pois os machos só olham para o corpo e o sexo; e, o pior de tudo, que o leitor (do próprio livro dele) não é tão capacitado assim e tem um comportamento correto.
Alguns trechos que devem ser discutidos:
“Por exemplo, coragem produz no mundo ganhos materiais para todo mundo. Preguiça e covardia produzem miséria, mesquinhez, mentira.” (p. 42) – Então, quer dizer que os pobres estão nessa situação porque são preguiçosos? Lembrem-se, às vezes muitas pessoas não tem oportunidade, pois o próprio sistema exclui-as.
Quando você começa a pensar que tribos que não conheciam a roda até ontem, como alguns índios brasileiros e alguns povos africanos, podem ser a nossa esperança, poderá acordar sendo um romântico idiota.” (p. 71) – Os índios não conheciam a roda porque ela não tinha função para eles. Qual o intuito de ter uma roda nas florestas brasileiras?
“Confiar no povo como regulador da democracia é confiar nos bons modos de um leão à mesa. Só mentirosos e ignorantes têm orgasmos políticos com o ‘povo’.” (p. 49) – Quem é o povo? Ora, todos nós somos o povo.
A praga PC (Politicamente Correto) é criticada no “Guia” e é percebida “como uma mistura de covardia, informação falsa e preocupação com a imagem. Combina com uma época frouxa como a nossa” (p. 27). Na verdade, nas entrelinhas, o autor quer dizer que a democracia atual (a guardião da propagação do politicamente correto) é contraditória e “mentirosa”. Grosso modo, pode-se falar que não existe democracia, pois não há igualdade entre os gêneros ou mesmo na sociedade como um todo.
Então o mundo deveria ser governado por uma praga incorreta de condutas de comportamentos sociais? Ser incorreto não é bom, pois, além de prejudicar o próprio individuo também afeta o outro. Deve pregar o correto, não como um dogma ou mesmo de forma arbitrária, mas sim lembrando que fazer o bem é essencial.
Enfim, devo comprar ou não o livro? Sim. O livro deve ser comprado e lido, mas lembrando de que são opiniões do autor e que algumas precisam ser revistas.  Não espere um livro aonde vai se discutir apenas teorias dos filósofos antigos, mas sim assuntos contemporâneos ao autor - que acredita ser um sábio. 


Em tempo: 
Clique Aqui e veja um video, da Uol, com entrevista de Luiz Felipe Pondé falando sobre o porque as mulheres gostam de dinheiro.